Arquivo do mês: dezembro 2011

Como curar a dor sem nome?

Diriam os céticos: beba mais, o álcool preencherá esse vazio.

Os românticos defenderiam outra posição: um coração que pulsa em sintonia com um igual, acabará com este mal.

Uma pessoa que já passou da adolescência, mas ainda é jovem e viveu – e quebrou o coração algumas vezes – diria que é melhor seguir em frente, respondendo uma pergunta por dia e aconselharia sorrir, porque não há mal que suporte uma boca cheia de dentes que se abre para o sol e tenta absorver sua energia.

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Só mais um cigarro

É manhã de inverno em meu país tropical. Procuro apenas um verbo para rimar e expressar o meu mal. Amor. Não rima. Não rima comigo. Não rima com a vida que deus me deu.

Eu sinto o sabor da fumaça cortando minha garganta. Parei de fumar nem sei há quanto tempo; há duas semanas, talvez. Mas ainda sinto cada toxina me invadindo e me dando o prazer de me matar aos poucos. Como é bom morrer. Como é bom esquecer. Fugir. Não sentir. Só preciso de mais um trago… me estrago. E ainda pago por isso.

Se eu gosto de labirintos? Aprecio o que não faz sentido, porque me identifico. A confusão é só uma forma de tentar expulsar os pensamentos que não nos permitimos ter.

Desculpe, Mundo, mas eu peco. E gosto. Gozo. Me entrego. E depois tento esquecer…