Sanduíche

Uma fatia de presunto e duas de queijo, num pão de ontem de manhã. O tempo está gelado, mas nada que o microondas não resolva. Serão apenas trinta segundos para matar a minha fome.

A porta do quarto três abre e minha paz ameaça ir embora. O clima além de frio, agora é tenso. Sinto o ódio, que dormia, acordar como um lobo. Me transformo no mal. O sangue esquenta, talvez seja culpa das ondas que descongelam o presunto do sanduíche.

A porta da frente de casa abre: são os juízes do meu destinam que adentram. Ouvi uma conversa sobre uma sujeira qualquer na residência dos Gondim Pereira. O motivo do sangue fervilhando é este: sujeira. Há imundícies escondidas embaixo da pele do cordeiro do quarto três. Quem limpará?

Lobos não podem ficar presos entre quatro paredes. Precisam ir para florestas grandes, conviver com animais perigosos. É da natureza dos lobos serem frios (mesmo em dias quentes), explosivos, introspectivos. Maus. Astutos também.

Avisa na casa que agora tem mais espaço. Os cordeiros podem se multiplicar: o lobo mau já foi embora.

Trinta segundos: está feito.

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