Sobre a Falta

O ilustre senhor quase desconhecido me perguntou o que nos falta.

Falta o que há tanto está em falta: a surpresa, o improvável, o talvez, o tempo, o por do sol, o banho de chuva, a farinha no nariz, a poesia, o porre, o acaso, as conversas sobre nossos casos…

Outro dia me veio com uma dessas perguntas estupidamente simples e, ao mesmo tempo, complexas. “É feliz“? Fiquei matutando isto pelos últimos dois anos e, em 140 caracteres, tive que responder de pronto. Sou uma dessas pessoas que não conseguem deixar uma pergunta sem resposta. Questão de honra, pura e simplesmente. “– Não”.

Talvez o que falta não importe tanto assim. Já temos as risadas e esse Q de “deixa o tempo passar, vamos ver no que isso dá”. Vamos, ou vou, ou vai… Vai saber! Veja só, já temos o “talvez”. Bom começo.

 

 

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