Pobre galinha

Enquanto leio vejo pessoas andando de um lado para o outro, despreocupadas. Observam objetos, pensam no dinheiro. Observam pessoas, pensam em si mesmas. Me observam, eu penso.

Penso na vida, nas contas, em outras pessoas e em mim. Volto a ler meu livro.

Leio sobre o sofrimento mudo de uma galinha que teve o pé baleado em meio a guerra e acabou no prato de 26 pessoas. Sofreu e virou canja. No rádio, enquanto me lamento pela morte da galinha, toca uma música à lá anos 50. Boa música para velório. Boa.

Dou adeus à galinha quando a música chega ao fim. Fecho o livro e começo a escrever sobre o que vi, li e ouvi. Talvez isto me leve à um mergulho no meu “eu” interior e daí eu reflita sobre a vida ou, simplesmente, seja um treino de escrita. Outro dia ouvi dizer que a persistência é o que leva à perfeição. Quem sabe…

 

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