A fuga

Suas mãos tremiam, sua cabeça doia, a respiração faltava e os olhos já não sentiam as lágrimas que insistiam em cair uma após a outra.

Já era noite naquela segunda e não tinha ninguém com quem Sofia pudesse conversar. As lembranças de sua infância eram vagas e isso era assustador. Decidiu pegar o livro em branco e rabiscar algumas palavras até que suas memórias, ou melhor, a falta delas as deixasse em paz.

Escreveu sobre o céu, a brisa e a vida imaginária que desejava ter. Escreveu sobre a manhã seguinte que talvez, em sua vida real, jamais chegasse até ela. Falou do quanto era grata à vida por existir e por ser feliz.

Fechou o livro, fechou os olhos e tentou dormir sem pensar de novo na realidade. Fugiu. E viu que era bom.

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